sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Meu maior orgulho!

      Tenho orgulho em dizer para meus filhos que fiz parte do inícil de um bairro muito conhecido daqui da minha cidade—Goiânia—mas com difícil acesso:Finsocil.
   Tudo começou quando eu eminha familia moravamos de aluguél no Capuava –um lugar que na época só tinha mato e hoje tem um shopping que vai crescendo  cada dia mais –,mas meu pai já estava cansado de trabalhar  duro e no final do mês não sobrar nada por causa do aluguél,então ficamos sabendo de uma invasão que estava acontecendo em algum lugar por ali.
   Então eu e minha família seguimos em frente ,em busca de uma vida melhor:sem aluguéis e mais conforto.Com essa mentalidade fomos para esse terreno público,onde já haviam algumas pessoas alojadas em tecidos resistente,de linho grosso—a única coisa que podiamos comprar na quela época,pois era barato e cobria das chuvas ,sem ventos é claro.
   E por algum tempo tivemos que morar nessas lonas.Que foi um dos tempos que o sentimento de medo e abandono do governo da cidade mais se aflorou em mim,acho que não apenas em mim mas toda aquela sociedade que la vivia.Já não havia água tratada—as mulheres tinham que buscar água na cisterna que era uma polemica no tempo da seca,lavavamos roupa no córrego chamado de Caverinha ,que hoje é um dos mais poluidos da região—,também  não tinhamos energia életrica e o pior não tinhamos segurança pessoas eram roubadas,violentadas até mesmo  assacinadas ali mesmo assim ninguém aparecia com uma mão milagrosa para que pudecomas durmir em paz.
   Mas todo o sentimento ruim passava quando eu e minhas amigas pevamos nossas bonecas e outras tralhas para brincar .Ah...as brincadeiras naquele tempo eram tão divertidas ,e difaerentes da de hoje,aquilo sim era brincadeira.Olhavamos um nos olhos do outro pegavamos um na mão do outro coisa que não é possível hoje por causa dessa obrigação de ficar na frente do  computador,do vídeo game e outras evoluções tecnológicas.
   Não pensavamos nesse tipo de tecnologia mas pensavamos em evoluir,mas tudo no pensamanto,até o dia em que a maior festa entre vizinhos foi feita comemorando a chegada da énergia.Foi como um sonho realizado um sonho que não sonhavamos,era como se todo o mundoe,agora,pudesse nos enxergar,pois estavamos iluminados,foi maravilhoso,esplêndido,suntoso,grandioso,na verdade não sei dizer o que senti na quele dia ou naquela noite em que tudo parecia escuro e com um toque de mágica—clik—a luz apareceu.
   Mas brincar na rua ou na casa do coleguinha  ainda  era o que  os moleques ,que viviam sujos por causa da terra  ,faziam,pois não tinha escola não tinha  uma praça—que não é novidade porque até hoje não temos uma—,mas tudo mudou quando surgiu  a  grande evolução—depoi do surgimento da enégia elétrica—, a evolução que em uma certa parte beneficiou pais e filhos:a escola—Ary Ribeiro Valadão Filho—que até hoje existe só que muito mais evoluida ,claro.E depoi disso não foi difícil conquistar mais,dai por diante veio um posto de saúde,uma delegacia—que eu particurlamete amei não aguentava mais durmir e ter pesadelo—,aumentou o acesso,veio comerciantes invertir ali...
   Com isso não foi muito difícil começar ,mesmo devargazinho ,a costruir nossa casa .Mesmo assim com evolução ou sem evoluçao,com conforto ou sem conforto a educação dos nossos pais era a mesma:rigorosa,muito intensa e denotava miuto rigor.Não tenho raiva,ou recentimento de ter cida criada assim,pois respeitavamos muito mais os mais velhos principalmente nossos pais,coisa que hoje em dia e raro de se ver.
Não minto!Sofri muito nessa época,mas não vejo porque não ter orgulho de andar nas ruas e vêque onde mora agora é um morei agora são comercios onde sou freguesa,aonde minha melhor amiga morava agora é onde faço meu exame de sangue,onde eram ruas que tinhamos que andar com cuidado para não escurregar nas pedras e nos cascaalhos,agora, são ruas de grande concentração de automoveis ou avenidas pra la de movimentadas.
   É. Eu tenho muito orgulho e também encho a minha boca ao dizer que:                                                                                                —Fiz perte do Finsocial!                                                                                                  

Não leia

    Não aguentava mais,todos os dias que saia na rua ou olhava pela janela,lá estava,em frente a minha “a velha casa abandonada”—assim chamadas por todos que a viam.
   Ela me dava arrepios,o pior não era ela em si,mas os ruidos que deixava qualquer um de cabelho em pé.Eram horripilantes,assustadores,finos mas ao mesmo tempo fortes.
   Ninguém nunca ousou entrar na casa,uma coisa que se precisava fazer—a casa era toda cheia de teias de aranha,um odor estranho que por mim era  desconhecido—,mas ninguém tinha a ousadia.
    Não era nenhuma mansão,nem uma grande casa ,se a arrumasse,colocasse uma boa pintura ficaria simpatica,uma bela casinha popular.Mas pessoas como eu nem passava por perto,acredite era arrepiante,para chegar ao outro lado da rua,minha pernas, involuntariamente se deslocavam para a outra calçada—aquela que sustentava a minha casa—não sei o que acontecia se era medo ou costume de sempre ter o mesmo pensamento”de que alguém muito estranho,com um odor pra lá de desagradável e que ruivava o tempo todo”,morava lá.
    Mas desde pequena fui curiosa,sempre quiz entender o porque disso ,a causa daquilo...e agora não seria diferente,estava insuportavel morar em frente a um vizinho que nunca arrumava a casa e nem tomava banho se quer.
   Decidi.
   Iria arrancar,com as mãos se fosse preciso,esse medo,esses pensamentos e bater naquele velho potão e entrar na mais temida casa do quarteirão.
   Claro,não foi assim tão rápido,primeiro analizei tudo,e pensei de tudo,mas estava decidida,não precisava ser agora,mass eu iria entrar no único lugar que fazia as miha pernas tremereme emu coração acelerar—ainda bem que não tinha problema cardiaco.
   Após uma semanapensando,repensando,analizando fechei os olhos e abri a minha boca         
      —Ai meu Deus o que faço agora?!
   Olhei pra frente—arrepiei—atravessei a rua—tremi—subi na calçadda—chorei—bati uma ,duas,três vezes,ninguém abriu.De repente quando resolvi abri a porta de vez,aquele ruido voltou a me assombrar.Repeti várias vezes em minha cabeça”tô com medo,tô com medo...”Mas abri.Quando coloquei o pé esquerdo na casa,o chão parecia que ia cair de tão barulhento.
   A maldita tinha alguns moveis,bem conservados por sinal,mas antigos.Quando dei por mim lá estava eu no meio da sala e minhas pernas inclinando para a saída mas decidi que agora em diante eu é que iria resolver onde minhas pernas iriam estar.
    Estava com orgulho de mim mesma e do meu corpo que não tivera me desobedecido:nenhum um grito,nenhuma lágrima...até ai ótimo.
   —Ai!!!—gritei .
   Que droga.Eu tinha gritado,mas o pior do que isso foi o que me fez gritar:o estranho ruido,que parecia vir de um cômodo,o único que eu não havia explorado.
    Já que tive coragem de fazeer o que dezenas de pessoas temiam até sonhar,não seria boba nem estupida o bastante para tapar os ouvidos ,fechar os olhos e sair correndo.apenas caminhei.Passos pequenininhos,lentos,mas que não faziam diferença alguma,pois o piso gritava pra ser trocado.
  —Óh não...!—Lamentei.
   Além dos ruidos o odor saia de lá,tapei minhas sencíveis narinas e largas narinas,olhei em direção ao cô modo—que parecia um quarto—toquei na porta—que estava entreaberta—empurrei-a,entrei fiz uma careta,não pelo mal cheiro ,pois minhas mãos ainda tapavam meu ofato e sim pela poera que chegou ao meu rosto tão rápido que nem pude evitar que chegassem aos meus olhos.
   Nossa...!
   Nesse momento ruido fez valer a pena a sua existência,foi tão forte que minhas pernas,sem minha permição,voltaram dois passos pra trás ,mas não me entimidei avancei novamente e olhei oaaa redor—com a mão ainda tapando o nariz—vi uma cama estreita forrada com lençois que nem se quer tinha uma cor definida por causa da poeram,uma caixa média de papelão,o piso era mais velho do que o resto da casa,o teto cheio de infiltração,o papel de parede estava desgastado e rasgado acho que por causa do tempo e meio fora de moda ,mas o que chamava mesmo a atenção de qualquer um era um garda-roupa enorme-acho que o movel mais caro daquela casa.
   —Droga!
    Agora tinha percebido.O ruido vinha do garda-roupas.Ouvi muito bem.Olhei para o teto infiltrado e rezeiumas dez vezesm em trinta segundos.Não estava mas com o nariz coberto,poi o que me encomodava agora era a dúvida:”abrir ou não abrir?”.Pensei em deixar tudo como estar e ser uma covarde .Não suportei ouvi essa palavra  saindo da minha mente.Botei a mão na massaneta inferrujada do  movel,cantei até dez.Abri—um jato de poera sobrepois o meu rosto—arregalei os meus olhosmeeio ardentes ainda por caussa da poera e observei piscando algumas vezes ,uma coisa velha,preta,meio redonda,meio quadrada,alguns botões,não sei se tinha um leve toque avermelhado ou era aa sujera que fazia o contraste,respirei calmamente e prestei atenção,analizei.Poxa!Cai na gargalhada,e ao mesmo tempo aliviada era apenas um velho rádio ,que por estar ligadoa anos o som suava meio chiado sombriu na verdade.Mas o que importava,era só um rádio e isso era ótimo.
    No fim da gargalhada me dei conta de que o odor ainda continuara me incomodando.Mas depois dessa surpresa não tive medo mas de nada ,sai a proucura de um gato,cão,rato morto.Olhei em tudo só restava a caixa de papelão.Abri ela,ainda com risos presos a garganta,fixei os olhos e...
   —Ah!!!—Gritei.
   Não acredito,encontrei um cadáver de uma menininha,não  conseguei me consentrar mais no odor,nem o sentia maiso o que me importava agora era aquela pobre garota.
   Corri em direção a porta e chamei,quero dizer griteia todos que estavam vivos ali,e as pressas meio sem fólego expliquei pra eles m,pois se não fizesse isso o medo deles não os deixaria entrar,mesmo assim de uma multidão que se aglomerou ali apenas três homens me acompanharam
   —Xiii...Não tem mais jeito—disse um dos homens com a mão no nariz.
    O outro homem—que não parava de fazer careta e resmungar—logo  pegou o celular e discou o número do IML.
    Minutos depois chegaram os especialistas e a carregou.
    Foi angustiante,um monmento que nunca vou esquecer,o pior é que não sabem nada sobre a garotinha que supostamente era de uma família chamada Smytt .Essa foi a única informação que quizeram nos dar disseram que todo o resto do assunto era confidencial,até pra mim que descobriu onde ela estava,até mesmo a causa da morte não nos quizeram dizer.
     Mas ai fica outro mistério:”A garotinha da caixa”que eu irei descbrir,pois,depois de ganhar a velha casa abandonada em um leilão e reforma-la,transformei-a em um escritório de detetive,já resolvi quatro casos importantes para o futuro de algumas pessoas—amo essa vida.
    Ainda não tenho o diploma mas já estou investigando um.